"E aí, por um estranho e coincidente motivo, a gente se apega numa lembrança passada. Que terminou de uma forma, a se desfazer em gotas com formato de angústia. Jorravam, latentes. Pareciam intermináveis! Malditas as noites em que eu só queria dormir mas meu consciente me torturava. E quando dormia, assolava, agora, o inconsciente. Era aquele rosto... tão desconhecido e tão familiar ao mesmo tempo.
Queria conseguir entender o caminho dos nossos sentimentos. Ainda mais diante de circunstâncias onde a gente quer que caiba o incabível, em circunstâncias que queremos cutucar, e desmoldar, e remexer.
São esses estranhos reflexos constantes que me fazem amar me reapaixonar. Mesmo por uma lembrança!
Talvez eu seja adicta em boas lembranças!
E dentro de um vício, sempre há duas faces.
Vivemos por aí... tentando encontrar o equilíbrio.
A paixão é uma cachaça barata, que a gente toma no gargalo.
Só que depois da farra, tem a ressaca..."
quinta-feira, 5 de junho de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Azul
E aí eu paro no momento em que fugi mais uma vez do mundo real. Resolvi dar uma volta dentro de mim, da minha cabeça...
As cores vibram de uma forma diferente. Mas não se engane, nem sempre é colorido! Em alguns dias, essas mesmas cores esmaecem ou se tornam mais intensas, variando de acordo com os reflexos e contrastes do meu cotidiano. Algumas vezes elas se perdem, e tudo o que eu vejo é cinza. Mas nem sempre o cinza é ruim, aliás, tem dias em que gosto de me afundar no cinza, e deixar o dia passar.
-Talvez eu viva mais no meu mundo do que pensava...
Mal sabem as pessoas a beleza que vejo nelas, mal sabem dessa minha estranha mania de observa-las, e através do meu ponto de vista, encontrar algo que vai além. Algo como uma "poesia visual". É isso! Assim eu chamo essa peculiar maneira de enxergar as coisas: poesia visual!
Durante os minutos em que paro, e olho pro céu, me envolvo em meus pensamentos turbulentos, inconstantes... mas a mistura de azul e branco, ajuda a neutralizar a confusão de matizes.
-A cor que eu mais gosto é azul! Na suas mais variadas tonalidades...
As cores vibram de uma forma diferente. Mas não se engane, nem sempre é colorido! Em alguns dias, essas mesmas cores esmaecem ou se tornam mais intensas, variando de acordo com os reflexos e contrastes do meu cotidiano. Algumas vezes elas se perdem, e tudo o que eu vejo é cinza. Mas nem sempre o cinza é ruim, aliás, tem dias em que gosto de me afundar no cinza, e deixar o dia passar.
-Talvez eu viva mais no meu mundo do que pensava...
Mal sabem as pessoas a beleza que vejo nelas, mal sabem dessa minha estranha mania de observa-las, e através do meu ponto de vista, encontrar algo que vai além. Algo como uma "poesia visual". É isso! Assim eu chamo essa peculiar maneira de enxergar as coisas: poesia visual!
Durante os minutos em que paro, e olho pro céu, me envolvo em meus pensamentos turbulentos, inconstantes... mas a mistura de azul e branco, ajuda a neutralizar a confusão de matizes.
-A cor que eu mais gosto é azul! Na suas mais variadas tonalidades...
domingo, 18 de maio de 2014
Barba
Barba, ranhura gostosa,
intensa,
as vezes acompanhada
de prosa, verso, tom, falaas vezes acompanhada
que vem da boca
fogosa,
ou não.
Barba, ranhura macia,
que arrepia braços e alma.Disritmia causa,
quando bem safada
se enrosca no pescoço
e cala.
Ou não.
Barba, personifica
extremas sensações
do dia-a-dia.
Ríspida, grossa,
suave contrasta.
E se deixa por fazer,
ou não.
Barba, sobrepõe a boca
com confusas indagações.
Charmeia o sorriso,
auxilia o pensamento,
quando preciso, incerto.
Ou não.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Primeiro Encontro
Lembro bem sobre como começou meu caso com a poesia...
Aos 6 anos, já lia como gente grande os livros da pré-escola. Os gibis competiam com os de folclore, os quais me encantavam com aquelas histórias sobrenaturais que aos meus olhos eram como mágica:
"(...) Um homenzinho com cabelos cor de fogo e pés virados para trás."
Lia gargalhando, sozinha, imaginando como fazia o pobre curupira para caminhar sem tropeçar.
"Como fazia para chutar bola?" - Me perguntava.
Depois da escola, em casa, deixava o folclore de lado. Após tirar o par de tênis que atormentava meus pézinhos todas as manhãs, me acomodava na cama de baixo de uma beliche branca de metal, no quarto que dividia com minhas 3 irmãs, e corria para admirar um livro da minha irmã mais velha.
"Lira dos Vinte Anos" - Trazia na capa.
"Um livro de poesia!" - Falou minha irmã, quando a perguntei, pela primeira vez, porque era diferente dos meus livrinhos da escola.
A combinação das letras, a moça da capa (ao meu ver uma linda princesa), os pássaros que entre um poema e outro surgiam como uma visão, voando, bem ali no quarto, circulando as flores que eu lia. Violetas, rosas, margaridas, todas juntas, formando um jardim ao redor da cama.
Era amor...
Não, não... era "o amor"!
Era a primeira vez que lia algo que falava sobre amor, daquela forma. Era diferente do amor que eu sentia pelo meu cachorro, pelos meus pais. Sem contar as inúmeras novas palavras, que inicialmente não entendia, mas aos poucos iam tomando forma e tendo um significado, ainda que diferente do real. Mas convenhamos, eu tinha apenas 6 anos!
Eu o lia quase todos os dias, e mesmo sem entender muito bem, achava todos aqueles pedaços de texto, aleatórios, lindos e tão... "Amores, amáveis, amantes" - Sussurrava. Em seguida rimava com diamantes, em voz alta, como que em tom de descoberta!
Sem querer ia me entrelaçando a esse mundo de fantasia sobre amores, corações, mares, anjos e flores. Como não amar? Dado o meu sobrenome, podia jurar que era eu um daqueles anjos... "Querubim, serafim." Era como se tudo aquilo ali fosse para mim. Cada palavra colocada tão harmoniosamente uma ao lado da outra. E mesmo as não tão agradáveis, não se tornavam menos belas. Mesmo as que soavam de um jeito desconfortável, ruim, tinham seu valor para mim.
Inclusive tinha a "Eutanásia", que era o título de um dos poemas do livro, me deixava confusa. Seria ela avó de alguém?
Anos depois o livro se perdeu entre as obras na casa e os acúmulos da minha mãe. Mas a descoberta da poesia, e do amor, ficou! De alguma forma aquela junção de palavras feitas por Álvares de Azevedo, por muitas vezes desconhecidas, construiu a minha relação com as mesmas e segue me cativando ao longo dos anos. Por fim, afirmo que hoje já não se trata mais de um caso. É amor!
Cinzas
Voltei a namorar...
E vou postar aquela música clássica do Los Hermanos, sobre o fim do carnaval.
Há quem diga que me arrependo.
Há quem diga que me viu passar por aí, cheia de confete, com uma coroa de plástico, e reinava bem feliz.
Há também quem não tenha me visto, e quem eu não vi também.
Alguns ainda me vêem... de porre, logo ali na Teixeira de Melo, esquina com a praia.
Outros me escondem atrás da vergonha dos banheiros públicos e me deixam jogada como uma lata, esperando um catador passar e me levar.
Tem também quem me usou como justificativa pra liberar toda a líbido contida ao longo do ano e fez como serpentina, jogou tudo pro alto.
A banda passou... o bloco passou... o carnaval passou! E com ele, todos os segredos tecidos por entre dias e noites de folia, e esmagados pela rotina da realidade.
A purpurina já não vai brilhar mais do mesmo jeito. O latão de cerveja também não. E amanhã vamos todos voltar para nossas vidas, sem fantasias.
Todo carnaval tem seu fim.
[04-03-2014]
E vou postar aquela música clássica do Los Hermanos, sobre o fim do carnaval.
Há quem diga que me arrependo.
Há quem diga que me viu passar por aí, cheia de confete, com uma coroa de plástico, e reinava bem feliz.
Há também quem não tenha me visto, e quem eu não vi também.
Alguns ainda me vêem... de porre, logo ali na Teixeira de Melo, esquina com a praia.
Outros me escondem atrás da vergonha dos banheiros públicos e me deixam jogada como uma lata, esperando um catador passar e me levar.
Tem também quem me usou como justificativa pra liberar toda a líbido contida ao longo do ano e fez como serpentina, jogou tudo pro alto.
A banda passou... o bloco passou... o carnaval passou! E com ele, todos os segredos tecidos por entre dias e noites de folia, e esmagados pela rotina da realidade.
A purpurina já não vai brilhar mais do mesmo jeito. O latão de cerveja também não. E amanhã vamos todos voltar para nossas vidas, sem fantasias.
Todo carnaval tem seu fim.
[04-03-2014]
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